quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Alentejo-Portugal: Monsaraz e Mértola


Monsaraz: E o céu estrelado 

Após subir uma estrada cercada de oliveiras, você chega à Porta da Vila. É a entrada para Monsaraz, uma aldeia no alto de uma montanha onde o tempo parece ter sido aprisionado no interior de suas muralhas. O charmes histórico está em qualquer direção que se olhe. Das torres do castelo, avistam-se as planícies e as águas azuis-turquesas da barragem da Alqueva, um dos maiores lagos artificiais da Europa. Dá para passar horas ali com o olhar fixado. Casinhas brancas, lojinhas de vinhos, suvenires e mantas artesanais se espalham pelas ruas de pedra. Um passeio pela praia fluvial também é uma boa opção para quem não se contentar em ficar só olhando. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Portugal-Alentejo: Estremoz e Elvas


Estremoz – Aguce os sentidos

Depois de percorrer os caminhos de Évora é hora de sair rumo aos arredores para conhecer as paisagens e cidades do Alentejo. A melhor opção é alugar um carro para rodar pelas estradas que contornam os campos de oliveiras e levam rapidinho a uma infinidade de aldeias de casas brancas cercadas por muralhas medievais, geralmente erguidas no alto de colinas e com um castelo no cocuruto. Uma delas é Estremoz, também conhecida como Cidade Branca por causa da presença do mármore em sua arquitetura. Entrar em Estremoz só se faz à moda antiga, ou seja, passando pela ponte de madeira que leva para o interior da muralha. Da Torre das Três Coroas, resquícios de um velho castelo, há uma vista fenomenal dos vinhedos nos arredores. A pacata cidade revela-se facilmente em uma caminhada leve e relaxante.

sábado, 10 de agosto de 2019

Alentejo: Portugal como antigamente


Deixe a pressa em casa quando viajar pelas charmosas cidades históricas da maior província de Portugal, pois essa região de paisagens serenas e boa gastronomia é para ser degustada com a maior serenidade possível.

Vinícolas, vilarejos medievais amuralhados, paisagens tranquilas... O Alentejo, à primeira vista, é um oceano de calmaria. Entre os portugueses, é um destino para descansar e curtir a vida bucólica dos campos. Então, deixe a pressa em Lisboa quando cruzar a ponte sobre o Rio Tejo rumo à maior província do país, que tem acesso rápido desde a capital portuguesa, basta uma hora e meia de carro rasgando estradas planas e cenários tão belos a ponto de amolecer a razão. De uma vila a outra, percorre-se caminhos com aromas de alfazema, vinhedos e plantações de oliveiras. Mas, apesar do sossego aparente, há muito o que se descobrir por essas bandas: castelos, vila fortificadas e o melhor de tudo: a mais rica gastronomia portuguesa. Nas palavras do escritor Miguel Torga: “Mais do que fruir a direta emoção de um lúdico passeio, quem percorre o Alentejo tem de meditar. E ir explicando aos olhos a significação profunda do que se vê.

Onde Comer e Dormir no Alentejo

Onde Ficar 


Vila Galé Évora. A rede de 30 hotéis está presente de norte a sul de Portugal e também no Brasil. Só em Évora são 185 quartos, equipados com TV, ar-condicionado e máquina de café. O espaço conta com excelente área de serviços, spa e piscina. O café da manhã é bem variado, com omeletes fresquinhos. Diárias a partir de 100€.  


terça-feira, 9 de julho de 2019

Impulsos e reações precipitadas


Comecei a ler “A Caixa Preta” (de Amós OZ) numa noite de quarta-feira. Já estava com sono, mas não conseguia parar. A troca de cartas entre as personagens é instigante. Até que começaram a aparecer erros grotescos de português. Uma pessoa centrada e tranquila teria respirado fundo, levantado uma das sobrancelhas e seguido para os próximos capítulos. Super ponderada (ironia), praticamente pedi o divórcio para a “Companhia das Letras”. Sem lembrar que o Chico Bento fizera parte da minha infância, procurei mil teorias para justificar aquelas esquisitices ortográficas. O romance se baseia em troca de cartas, assim o estilo de escrita de cada personagem faz parte dessa construção (óbvio). Mas a culpa não é da minha desatenção e sonolência. A editora que edita mal seus e-books, não sabiam? Sabe quando você está convicta que seu marido está tendo um caso com alguma professora de história da arte, de olhos verdes e sotaque francês, mas na verdade ele só está preparando uma festa surpresa para o seu aniversário?

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Alemanha Central: vilarejos da Turíngia

Adorei uma crônica da Martha Medeiros em que ela cria um personagem fictício meio do contra, tão do contra que chega a ser charmoso e quase o convida pra jantar. Assim a autora descreve esse perfil de pessoas: “Por um lado, reconheço sua autenticidade como virtude e os admiro pela perseverança em sempre buscar aquilo que quase ninguém viu, quase ninguém leu, quase ninguém escutou falar a respeito. Eles sustentam os mercados independentes e de quebra atraem para si o charme dos aventureiros e desbravadores. São homens e mulheres únicos. Não foram produzidos em série”. Pois bem, tenho a esperança de que pelo menos essa almas raras se interessem pelas cidades alternativas desse post. E podem me chamar de embaixadora da Turíngia se quiserem. Não me importo. Sim, existe uma região central chamada Turíngia, considerada o coração verde do país e que faz todo mundo me olhar com cara de interrogação. 

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Stonehenge e o solstício de verão




Há coisas nessa vida que costumo chamar de “experiência antropológica”. Dar uma espiadela em coisas “estranhas” para ver se gostamos. E, sim, vale para todas as esferas da nossa existência (por que não?). Ano passado decidi que passaria a madrugada do solstício de verão no Stonehenge. Além de ser de graça (quem mora em Londres entenderá a mão de vaquice), é a única oportunidade de chegar bem pertinho e encostar as mãos, pés, nariz e bunda na estrutura. Cada um com seu fetiche, tenho dito sempre. A única coisa é que dividimos o espaço com toda sorte de malucos (no bom sentido, tá?) que seguem para contemplar as lendas e mistérios da construção desse círculo concêntrico de rochas. Durante um tour oficial, o monumento é protegido e só podemos vê-lo a uma certa distância. Por isso, há vários motivos para se juntar a celebração.

domingo, 9 de junho de 2019

Spotify e o robô enxerido


Já faz umas semanas que ando com uma baita implicância com os algoritmos do Spotify. Mas, estranhamente, quando xingo suas escolhas inapropriadas para meus ouvidos, me sinto tão maluca como meu avô insultando secretárias eletrônicas ao soar do bip. Não me entendam mal. Inicialmente, me senti realmente seduzida pelas listas sugeridas por esse xereta invisível. As mais ouvidas em 2018, os daily mix ou as sugestões gerais. Meu problema tá com a falta de contexto. Explico. Associamos músicas com situações, lugares, pessoas, fases da vida.