Pela primeira vez em cinco anos de Berlinale, finalmente, acertamos boa parte dos filmes que venceram as premiações. Não que dê para escolher muito, já narrei por aqui o “Ó do Borogodó” que é conseguir ingressos. Boa parte comprados online, exatamente três dias antes da exibição, preciosamente às 10h da manhã. Muitas vezes, murros são dados na mesa quando os ingressos escapam do nosso alcance e o computador abre a tela com a mensagem: ESGOTADO. Sim, alles weg em 30 segundos. Inacreditável. Quando morava em Berlim, ficava na fila da Potsdamer Arcade, aos berros no telefone com o marido em casa a postos das compras online. Parecia uma agente maluca no pregão da bolsa dos filmes. Fato é que depois de um tempo, começamos a desenvolver estratégias. Focar nos filmes da competição, excluir os com atores hollywoodianos e contar um pouco com a sorte. O mais perto que havíamos chegado de assistir um premiado durante o festival foi o The Turin Horse em 2011. Que para falar a verdade era bem do esquisito. Mesmo os críticos e os mais dos cinéfilos caiam na risada (angustiante) com as cenas mudas e intermináveis. Veja só aqui como foi o tormento.
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domingo, 15 de fevereiro de 2015
sábado, 5 de março de 2011
Berlinale 2
Daqui a pouco fará um mês que a Berlinale terminou e até hoje não assisti o filme premiado. Não adianta, nunca acerto de antemão qual poderia ser a decisão do júri. Na verdade, geralmente passo longe, bem longe. Mas como até mesmo os profissionais da área são "pegos de calças curtas" nessa questão, quem sou eu para resmungar? Seja lá como for, só posso mesmo contar com a sorte, já que meu faro cinematográfico é praticamente nulo.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Berlinale 1 - Porque amo peculiaridades
A Berlinale acabou há duas semanas e até agora ainda estou pasma, ou melhor, intrigada com alguns filmes que vi. Um em especial, o húngaro ganhador do urso de prata, o “A Torinói Ló”, do diretor Bela Tarr. Inicialmente fiquei bem animada. Após o anúncio dos vencedores, vi que tinha o ingresso em mãos para o domingo. Explico. Quando começam as venda, é um deus nos acuda para conseguir tíquetes dos filmes na competição. O melhor mesmo é comprar em duas pessoas. Alguém fica na fila da Potsdamer Arcaden, enquanto colegas, amigos, maridos e namorados brigam com as conexões de compra via internet. Fato é que cada um tem uma tática para passear pelos tapetes vermelhos e assistir as películas favoritas. Enfim, sem mais preâmbulos, a gente compra tudo o que consegue, na data disponível e só depois acompanha o que diz o júri. No ano passado, batemos o recorde de oito filmes. Mas nenhum levou o urso de ouro ou prata! Ta bom, meu faro não é aguçado para entender o que se passa na cabeça dos críticos. Por isso, em 2011, somente com três filmes na agenda fiquei bem feliz quando vi que estava com um premiado em mãos.
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