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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Tempos estranhos


Acabei de botar um ponto final no Fazit (na conclusão) da minha dissertação. Três anos depois dessa foto aí de cima, em uma outra cidade, 533 páginas depois e muita água corrida embaixo da ponte. Foi o ponto final mais estranho dos últimos meses, cheio de alívio e dúvidas. Ainda terá muita dor de cabeça pela frente, correção gramatical, primeira avaliação, alterações e remodelações de capítulos e mais uma maratona de estudos até a prova oral. Ainda assim, foi um marco importante. Uma das loucuras mais sãs dos últimos anos. Foram tempos conturbados, uma avalanche emocional, fim de tese, a elaboração de um plano de seminário para o verão, as bizarras eleições no Brasil. Ao tentar sair por instantes da bolha acadêmica, para aliviar a pressão da pesquisa, dava de cara com a histeria conservadora tomando conta do mundo. E enfiava a cara nos artigos novamente. 

terça-feira, 31 de julho de 2018

Como terminar uma tese


Já disse que mudar de língua e país pode ser um jeito, não de se curar, mas de mudar de neurose. Suspeito que viajei muito ao longo da vida, não na esperança de me curar, mas para fugir da mesmice de uma neurose só”. 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Eu nunca....


Não, não se trata de um post confessional. Bom, não exatamente como podem imaginar algumas mentes mais maliciosas. Trata-se de coisas que jurei nunca mais fazer na minha vida, mas de repente, assim plötzlich, como dizem os alemães, lá estava eu na contra corrente das minhas convicções. Calma, não é nada sério. Fiz uma lista mental dessas coisas outro dia, antes de dormir (não, não tenho insônia e, sim, sou aficionada por listas estranhas). A afirmação mais bocó e inocente, que há muito tempo foi para o ralo, devo ter feito mais ou menos aos 4 anos. Como ia ao balé toda terça e quinta, chegava um pouco mais tarde que o normal na sala de aula no jardim da infância. E eis que só havia espaço livre nas mesinhas quadradas onde estavam os meninos. Passava a tarde sem abrir a boca, para não dirigir a palavra aqueles seres que considerava chatos, estranhos e bobos. Sem comentários. As coisas mudaram... Ops, não assim tão rápido. Mas logo passei a estabelecer algum diálogo com o sexo masculino, nem que fosse para xingá-los.