Não há nada mais inglês que os PUBs. Acho que nem a própria rainha. Imagine um local onde você frequenta para ler o jornal, escrever, tomar uma (duas, três, dez) pints, jogar um quizz, encontrar os amigos, bater um rango, assistir esportes na TV, tomar um chá quentinho, ouvir bandas ao vivo ou até mesmo tirar um sarro da rainha. Poderia ser a sala da sua casa, não? Um PUB não é lá muito diferente, ainda mais esses de bairro. Sofás com almofadas, carpetes, prateleira de livros antigos, lareira e todo mundo conversando um com os outros. A coisa é tão séria que várias estações de metrô receberam nomes de Pubs históricos. Sem contar os estabelecimentos descritos nas obras de Dickens.
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segunda-feira, 2 de abril de 2018
sábado, 6 de outubro de 2012
Uma carona bem peculiar
Ainda na leva sobre posts
irlandeses, resolvi narrar uma carona por aquelas bandas. Não sei dizer com
exatidão quem bebe mais, se um irlandês ou um alemão. Acho que alguém deveria
escrever uma tese sobre culturas comparadas para verificar quem é melhor de
copo. Fato é que apesar de beberrões, os irlandeses são pessoas muito
hospitaleiras. Encontramos um velho conhecido, num pub no bairro de Raheny (esse aí da foto), que
insistiu em nos dar uma carona até o teatro, no centro da cidade. Já estávamos
com os ingressos do Dubliners em
mãos, quando vimos o Sean, acidentalmente, e acabamos perdendo um pouco a noção
do tempo com o bate papo. Assim, muito solícito, ele cismou que nos levaria até
o local.
Resolvi não perguntar que horas ele
tinha “aberto o escritório” e começado a entornar as Guinness. A única
informação que recebi, após parar no terceiro copo, era que ele conseguia ir
até o sétimo! Detalhe sem importância nesse momento. Outro fato que não podemos
desconsiderar é que nosso solícito amigo sofreu há anos um acidente de carro e
não tem mais um braço. Bom, tecnicamente ele tem, mas não funciona mais. Ficou
paralisado como se ele tivesse tido um derrame. Assim, entramos no carro rindo
e pedindo para o anjo da guarda dar um reforço, lembrando do ditado popular que
Deus olha os bêbados e as crianças. Sim, lá fomos nós de carona com um senhor
de óculos, dirigindo com uma mão só, depois de tomar váriaaassss Guinness! O
detalhe da direção no lado direito passou até desapercebido nesse instante. O que a gente não faz pela interação
com os locais. Pior foi a observação: “como eu bebi um pouco, vou deixar vocês
no ponto de ônibus do centro, mas não na frente do teatro por causa do
tumulto”!. God! Se o Sean fosse contemporâneo ao Joyce, ele certamente seria inspiração
para uma das histórias!
Como deu pra notar, chegamos vivos e em tempo para a peça!
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