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domingo, 15 de abril de 2012

“Nós abortamos”


Aos 14 anos, eu achava que a pena de morte fazia mais sentido que um aborto. Afinal, um bebê é inocente e um assassino não. Tive coragem de dizer tamanha besteira em rede nacional no programa do Serginho Groisman. Grupos de jovens, mais velhos que eu, não se conformaram (com razão, assumo) com minha declaração simplista. Todo esse preâmbulo aí é só para deixar claro que as pessoas pensam, repensam e mudam de opinião. E tá mais que na hora do Brasil mudar! Achei graça quando Daniel Cohn-Bendit, o símbolo da revolução de 68 e do amor livre na França, assumiu seus três maiores equívocos em entrevista à revista Der Spiegel (Ed. 14/2012). Um deles foi a sua “infantil aversão ao casamento”. Atualmente,  ele vive há 30 anos com a mesma mulher.  Mas agora chega de digressões e vamos ao ponto.