Daqui a pouco fará um mês que a Berlinale terminou e até hoje não assisti o filme premiado. Não adianta, nunca acerto de antemão qual poderia ser a decisão do júri. Na verdade, geralmente passo longe, bem longe. Mas como até mesmo os profissionais da área são "pegos de calças curtas" nessa questão, quem sou eu para resmungar? Seja lá como for, só posso mesmo contar com a sorte, já que meu faro cinematográfico é praticamente nulo.
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sábado, 5 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Berlinale 1 - Porque amo peculiaridades
A Berlinale acabou há duas semanas e até agora ainda estou pasma, ou melhor, intrigada com alguns filmes que vi. Um em especial, o húngaro ganhador do urso de prata, o “A Torinói Ló”, do diretor Bela Tarr. Inicialmente fiquei bem animada. Após o anúncio dos vencedores, vi que tinha o ingresso em mãos para o domingo. Explico. Quando começam as venda, é um deus nos acuda para conseguir tíquetes dos filmes na competição. O melhor mesmo é comprar em duas pessoas. Alguém fica na fila da Potsdamer Arcaden, enquanto colegas, amigos, maridos e namorados brigam com as conexões de compra via internet. Fato é que cada um tem uma tática para passear pelos tapetes vermelhos e assistir as películas favoritas. Enfim, sem mais preâmbulos, a gente compra tudo o que consegue, na data disponível e só depois acompanha o que diz o júri. No ano passado, batemos o recorde de oito filmes. Mas nenhum levou o urso de ouro ou prata! Ta bom, meu faro não é aguçado para entender o que se passa na cabeça dos críticos. Por isso, em 2011, somente com três filmes na agenda fiquei bem feliz quando vi que estava com um premiado em mãos.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Berlim 20 anos após a queda do muro
Berlim virou do avesso. Duas décadas depois da queda do muro, a cidade trocou o cinza por todas as cores. A insensatez política deu espaço à voracidade cosmopolita. E o discurso uníssono se calou para uma inimaginável efervescência cultural. A festa está marcada para o dia 09 de novembro, mas, faz tempo, não se fala em nada além do aniversário de 20 anos da implosão a golpes de martelo e bom senso da parede de 155 quilômetros que separou as duas Alemanhas até 1989. Pelas esquinas ecoa a expressão “nach der wende” —, algo similar a “depois da virada”. Cada um tem sua opinião (veja só que avanço!) sobre o novo momento vivido na capital alemã, mas ninguém ousa negar que a cidade nunca esteve tão madura, no ponto certo para receber os forasteiros. O passado conturbado (nazismo, duas grandes guerras e o tal muro) deu a Berlim o ar de uma garota experiente. Daquelas insinuantes e imprevisíveis.
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