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quarta-feira, 12 de março de 2014

Ao Hemingway


Esse inverno foi comprido e persistente. Teimosamente uso o verbo no passado porque ainda tenho a esperança que ele se vá o mais breve possível. Provavelmente o mais longo que já vivi, ou sobrevivi, em cinco anos. Voltava semana passada de Erfurt, observando a paisagem branca de dentro do trem. Logo quando cheguei às gélidas terras germânicas não entendia como alguém poderia recusar um convite a uma exposição ou a um bom filme no cinema com o argumento de que estava sol. Ri ao lembrar dessas antigas indignações de principiante.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Avalanche de presepadas


Não posso negar. Sempre que o inverno chega, e com ele os primeiros flocos de neve, fico encantada. Coisa rápida, questão de dois dias. Tudo porque a beleza dura pouco e logo é substituída por aquele lamaçal e pelo branco monótono da paisagem. Não sei como esquimó consegue enxergar tantos tons para a mesmíssima cor! Sem contar os problemas que a bendita branquicela nos causa. Há quatro anos, estava prestes a encarar meu primeiro inverno. Levantava às 6h da manha e às 7h já estava com os pés para fora de casa em uma escuridão de filme de terror.