Estava em uma reunião com alguns amigos segunda-feira à noite aqui em casa (filme, massa, bate papo), climão pacato dos tediosos dias de semana. Um pouco antes de dormir chequei minha timeline do Facebook. Posts do incêndio da Notre Dame jorravam numa velocidade maior que a do próprio fogo – BBC, Guardian, Folha, Estado, El País, SZ, FAZ e mais uma imensa lista de veículos compartilhando a tragédia. Aquilo mexeu comigo sem aparente explicação e para reprimir o que não queria trazer à tona, passei a analisar os fatores noticiosos. Surpresa, imprevisto, dano extremo, proximidade cultural, alto fator emocional, acidente em uma “nação de elite”. São as regras do jogo midiático. Ponto. Walter Lippmann diz amém.