sábado, 10 de agosto de 2019

Onde Comer e Dormir no Alentejo

Onde Ficar 


Vila Galé Évora. A rede de 30 hotéis está presente de norte a sul de Portugal e também no Brasil. Só em Évora são 185 quartos, equipados com TV, ar-condicionado e máquina de café. O espaço conta com excelente área de serviços, spa e piscina. O café da manhã é bem variado, com omeletes fresquinhos. Diárias a partir de 100€.  


terça-feira, 9 de julho de 2019

Impulsos e reações precipitadas


Comecei a ler “A Caixa Preta” (de Amós OZ) numa noite de quarta-feira. Já estava com sono, mas não conseguia parar. A troca de cartas entre as personagens é instigante. Até que começaram a aparecer erros grotescos de português. Uma pessoa centrada e tranquila teria respirado fundo, levantado uma das sobrancelhas e seguido para os próximos capítulos. Super ponderada (ironia), praticamente pedi o divórcio para a “Companhia das Letras”. Sem lembrar que o Chico Bento fizera parte da minha infância, procurei mil teorias para justificar aquelas esquisitices ortográficas. O romance se baseia em troca de cartas, assim o estilo de escrita de cada personagem faz parte dessa construção (óbvio). Mas a culpa não é da minha desatenção e sonolência. A editora que edita mal seus e-books, não sabiam? Sabe quando você está convicta que seu marido está tendo um caso com alguma professora de história da arte, de olhos verdes e sotaque francês, mas na verdade ele só está preparando uma festa surpresa para o seu aniversário?

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Alemanha Central: vilarejos da Turíngia

Adorei uma crônica da Martha Medeiros em que ela cria um personagem fictício meio do contra, tão do contra que chega a ser charmoso e quase o convida pra jantar. Assim a autora descreve esse perfil de pessoas: “Por um lado, reconheço sua autenticidade como virtude e os admiro pela perseverança em sempre buscar aquilo que quase ninguém viu, quase ninguém leu, quase ninguém escutou falar a respeito. Eles sustentam os mercados independentes e de quebra atraem para si o charme dos aventureiros e desbravadores. São homens e mulheres únicos. Não foram produzidos em série”. Pois bem, tenho a esperança de que pelo menos essa almas raras se interessem pelas cidades alternativas desse post. E podem me chamar de embaixadora da Turíngia se quiserem. Não me importo. Sim, existe uma região central chamada Turíngia, considerada o coração verde do país e que faz todo mundo me olhar com cara de interrogação. 

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Stonehenge e o solstício de verão




Há coisas nessa vida que costumo chamar de “experiência antropológica”. Dar uma espiadela em coisas “estranhas” para ver se gostamos. E, sim, vale para todas as esferas da nossa existência (por que não?). Ano passado decidi que passaria a madrugada do solstício de verão no Stonehenge. Além de ser de graça (quem mora em Londres entenderá a mão de vaquice), é a única oportunidade de chegar bem pertinho e encostar as mãos, pés, nariz e bunda na estrutura. Cada um com seu fetiche, tenho dito sempre. A única coisa é que dividimos o espaço com toda sorte de malucos (no bom sentido, tá?) que seguem para contemplar as lendas e mistérios da construção desse círculo concêntrico de rochas. Durante um tour oficial, o monumento é protegido e só podemos vê-lo a uma certa distância. Por isso, há vários motivos para se juntar a celebração.

domingo, 9 de junho de 2019

Spotify e o robô enxerido


Já faz umas semanas que ando com uma baita implicância com os algoritmos do Spotify. Mas, estranhamente, quando xingo suas escolhas inapropriadas para meus ouvidos, me sinto tão maluca como meu avô insultando secretárias eletrônicas ao soar do bip. Não me entendam mal. Inicialmente, me senti realmente seduzida pelas listas sugeridas por esse xereta invisível. As mais ouvidas em 2018, os daily mix ou as sugestões gerais. Meu problema tá com a falta de contexto. Explico. Associamos músicas com situações, lugares, pessoas, fases da vida. 

sábado, 4 de maio de 2019

A leveza da idade

Não costumo ter bloqueios para escrever posts. Síndrome da tela vazia do Word só acontece com trabalho. Aliás, posts em geral são a antítese disso. Quando empaco com matérias ou tese, chuto o fantasma A4 pro alto e escrevo qualquer paranoia, comentário ou abobrinha para o blog. É um ótimo laxante de ideias. Mas eis que estou há três semanas evitando abordar minha primeira experiência dando aulas. O problema não é a novidade ou o desafio da experiência em si. Acho que a obstrução tem a ver com o cheiro. Podem seguir com a leitura despreocupados. Não virá nada escatológico. 

sexta-feira, 19 de abril de 2019

As chamas da Notre Dame

Estava em uma reunião com alguns amigos segunda-feira à noite aqui em casa (filme, massa, bate papo), climão pacato dos tediosos dias de semana. Um pouco antes de dormir chequei minha timeline do Facebook. Posts do incêndio da Notre Dame jorravam numa velocidade maior que a do próprio fogo – BBC, Guardian, Folha, Estado, El País, SZ, FAZ e mais uma imensa lista de veículos compartilhando a tragédia. Aquilo mexeu comigo sem aparente explicação e para reprimir o que não queria trazer à tona, passei a analisar os fatores noticiosos. Surpresa, imprevisto, dano extremo, proximidade cultural, alto fator emocional, acidente em uma “nação de elite”. São as regras do jogo midiático. Ponto. Walter Lippmann diz amém. 

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Nova Zelândia: Em busca dos Kiwis na Ilha Sul

Uma overdose de natureza, trilhas, geleiras e esportes radicais no pedaço mais selvagem do país do kiwi

Não é muito fácil ver um kiwi. Não a fruta, mas o pássaro kiwi, que é o símbolo nacional da Nova Zelândia. O bicho tem aspecto engraçado, parece uma bolota peluda com um bico fino e alongado. Ele não voa, é muito arisco e só gosta de sair à noite. Apesar da timidez, o kiwi não tem nada de bobo, pelo menos, sabe escolher muito bem um lugar para morar. Habita os parques nacionais da Ilha Sul da Nova Zelândia, a região mais bela e selvagem do país, onde a natureza foi criativa ao desenhar picos nevados, praias, geleiras gigantes e fiordes (estes últimos só para dar um toque norueguês à paisagem neozelandesa). Para mim, o kiwi é, sobretudo, um privilegiado.