quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Londres, mudanças e um baú de inutilidades sentimentais

É difícil fazer a vida caber em uma mochila. Ainda mais quando se envelhece. Ao sair de casa há dez anos, enchi duas malas e segui viagem. Na verdade, deixei com muito zelo tudo que estimava na casa da minha mãe. Levei coisas que poderiam ser deixadas pelo caminho, sem importância. Com o passar dos anos, era até interessante visitar o Brasil e reencontrar objetos que eu mal lembrava da existência no meu dia a dia. Deixei-os guardado porque um dia foram importantes. CDs dos meus dezesseis anos, agendas da adolescência cheias de sonhos e intrigas, vestidos longos de festas antigas, textos da faculdade, livros, retratos do primeiro mochilão, bichos de pelúcia, presentes antigos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Londres (sempre) imprevisível

Ao longo dos anos já me mudei algumas (várias) vezes. Morei por mais de dois anos em três países, passei por nove cidades e pelo menos dez casas. Não me considero extremamente apegada às coisas. Não muito pelo menos. A vida é meio imprevisível, já aprendi e parei de tentar controlá-la ao extremo. Tento planejar, programar, só pra ter a graça de tudo sair diferente do projeto inicial e eu poder exclamar: mas que cazzo! 

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Brick Lane`s Street Art

Porque por aqui não há resquícios do engomadinho do Dória! East London continua coloridíssima, cheia de street art (nos entornos da Brick Lane), com sua porção de restaurantes indianos, cheiro de curry, boutiques vintages, cafés, lojas de música e livrarias. E, sim, muito grafite!

terça-feira, 31 de julho de 2018

Como terminar uma tese


Já disse que mudar de língua e país pode ser um jeito, não de se curar, mas de mudar de neurose. Suspeito que viajei muito ao longo da vida, não na esperança de me curar, mas para fugir da mesmice de uma neurose só”. 

domingo, 15 de julho de 2018

O que você faria se...

... se recebesse o diário de um desconhecido? Em uma manhã de junho, provavelmente ensolarada, a senhora Fátima recebeu em Londres um pacote enviado da Espanha. Não era para ela, mas para algum dos seus vizinhos. O problema é que quase três semanas depois, ninguém nunca apareceu para buscar o envio. A Fátima está até hoje com aquela geringonça trambolhenta no meio da sua sala. Só pode. Seu nome, o bairro que mora e essa coisa solícita de ajudar o próximo recebendo caixas para os moradores me fazem crer que ela tenha um background islâmico. Difícil só dizer se ela usa burca, somente um véu ou anda com a cabeleira solta. Fato é que sei muito pouco sobre essa mulher. Nem eu, nem o Royal Mail temos a mínima ideia de quem é a Sr. Fátima ou exatamente onde ela mora. Who the f... is Fatima?

sábado, 19 de maio de 2018

Royal London: Londres da Realeza


Londres está alvoroçada com as novidades da realeza. O anúncio do noivado do Príncipe Harry com a atriz norte-americana Meghan Markle abriu um novo capítulo na história da mais antiga família real do planeta. Os típicos tabloides não falam em outra coisa senão do casamento marcado para 19 de maio no castelo de Windsor. Mas se você não foi convidado para a festança não tem problema. Grande parte dos castelos e palácios ingleses é aberta à visitação. E nem é preciso ser princesa ou duque para caminhar pelos mesmos corredores pelos quais passaram os grandes monarcas britânicos. Nesta reportagem, a correspondente da Viaje Mais ensina os caminhos que o levarão ao lado mais tradicional da Londres da Realeza. 

domingo, 13 de maio de 2018

A mãe água tônica


A máxima do “mãe é bom, mas dura muito” é algo recorrente no seio na família Cazzamatta. É aquele bordão que a gente usa para responder às preocupações mais surreais do matriarcado. "Come direito, faça suco de beterraba, não esqueça o checkup anual, pare de beber, coma brócolis, engorda, emagrece, acenda suas velas, não esqueça de rezar, olhe pra atravessar a rua, não dirija bêbada, use camisinha, tome suas vitaminas, preste atenção, não perca esse passaporte, deixe de ser porcona, mas que espelunca essa casa, que cara lavada, que roupa hipponga, vê se dorme certinho”... A lista é maior que a bíblia. Criarei um post (coletivo) só para reunir essas frases maternais. Nessa hora, a sentença cai como uma luva! 

terça-feira, 24 de abril de 2018

Maratona de Londres: esquisitices e motivações

Sempre tive curiosidade em saber o que incentiva as pessoas a correrem 40km em pleno domingão. Água, bananas e Haribo? Se fosse prosecco eu até pensava. Flerto com coisas estranhas por um bom tempo, estudo-as como se fossem uma presa, até acabar me acostumando e me convencendo com a ideia. Foi assim nos tempos de Alemanha. Quem em sã consciência faz férias de bicicleta e sai pedalando 90km com a mala acoplada na magricela? Eu! Mas só depois de cinco anos gritando aos quatro cantos do planeta como os alemães tinham costumes estranhos. O resultado da presepada, com bicicleta quebrada e câimbras noturnas já relatei aqui. Mesmo com alguns contratempos, recuei e assumi – esses alemães sabem mesmo curtir a vida. Por isso que gosto tanto de metamorfose ambulante. 
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