terça-feira, 31 de outubro de 2017

O túmulo do Marx em Londres

... uma história do dia das bruxas 

Preciso de um título “googlável”, mas ao escrevê-lo já sinto uma náusea similar a de um vegetariano preso em um açougue de um zouk marroquino. SEO é uma desgraça, não? Um mal necessário da blogosfera, o balde de água fria em qualquer aspirante a escritor de qualquer bodega. Queria mesmo titular este post como “as incongruências do mundo”, mas isso afastaria o leitor ainda mais do que esse gigante nariz de cera! Portanto, vamos logo ao assunto. Halloween! Gosto tanto da ocasião como  de chuchu, tartarugas, samambaias e aquela lata sem gosto de marrom glacê. Em alto e bom tom, não fede, nem cheira. Tem tanto tempero quanto comida de hospital. Um carnaval com toques de horror onde a garota propaganda é aquela abóbora bochechuda com o mesmo sorriso amarelo desde que o Thomas Jefferson trabalhava na declaração da independência dos EUA. E antes que algum sabichão venha falar das origens celtas da celebração – blá... E o que o Marx tem a ver com isso tudo? Ainda chego lá. Por enquanto, só torturando o desocupado leitor, descontando nele a miséria de ter que abrir a porta e ver crianças histéricas perguntando “doce ou travessura”...

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

London Skyline


Londres é bem famosa pelo seu visual cinzento, com ares de viúva chorosa, mau-humorada, sempre de preto e dona de humores instáveis e neblinosos. Mas, exageros à parte, a capital tem surpreendido nos últimos dias com seus entardeceres multicoloridos. Passo o dia brigando com a tese e lá pelas 17h-18h, quando vou apreciar minha xícarazinha de expresso, começa o cair da noite em diferentes tons.   

domingo, 20 de agosto de 2017

Crise da meia idade

I-Stock Fotos
Apesar do título, esse post tem a ver com música e não necessariamente com crise existencial. Mas vá lá. Depois de semanas sem conseguir comparecer na yoga (conferências, visitas, férias, trabalho), voltamos mais cedo para casa para não perder a próxima seção de ginástica no outro dia, às 10h da matina. Saímos do bar aqui pertinho, numa noite de vernissage com música ao vivo e retornamos comportadamente ao nosso aconchego do lar.

domingo, 30 de julho de 2017

Roteiro África-Benin: Videotrip




Untitled from Regina Cazzamatta on Vimeo.

(...) "Volto de longas viagens, 
amei ao longo da longa vida 
todas as ruas e todo o silêncio,
a costa e o azul safira
das ilhas distantes,
cheiro de mel e de coração de abelha
teve a distância 
e crepitantes acontecimentos
me fizeram cidadão onde estive.

Não fui estrangeiro de olhos mortos:
compartilhei o pão e todas as suas bandeiras" (...)
(Pablo Neruda)




quarta-feira, 12 de julho de 2017

Viagem África: economia sustentável e crescimento rural agrícola

A um quilometro do centro de Porto Novo, capital política da República do Benin, está o centro de ensino, pesquisa e produção do Projeto Songhai, alocado em uma fazenda autossustentável. A iniciativa – uma baita cooperação entre governos, ONGs internacionais, associações e comunidades– é tida como um laboratório para o continente africano. Em trinta anos de existência, a proposta já foi aplicada em 15 países com apoio do programa de desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP).

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sul da Alemanha: Munique e Bavária

Alemanha, festeira e romântica! 

Aproveite a vida boa em Munique, terra da cerveja, e viaje por um roteiro com castelos e as paisagens mais incríveis da região da Baviera. 

(Texto originalmente publicado na Revista Viaje Mais! Junho, 2017)

A região da Baviera é uma das mais especiais da Alemanha, principalmente para nó, brasileiros, pois lá estão todos os grandes ícones que conhecemos sobre o país. A começar pelos gigantescos canecões de chope de um litro, que requer braço de halterofilista para erguer (ou seria halterocopista?).
A Baviera é a terra da cerveja e da Oktoberfest, a original. Sabe aquelas bandinhas nas quais os sujeitos vestem bermudas com suspensórios, e as mulheres, vestidos campestres de babadinhos brancos? São de lá. Munique, a capital, é a casa da BMW e do FC Bayern, o maior time de futebol do país, cujo estádio recebeu 4 milhões de visitantes no último ano. Sim, o futebol é uma paixão nacional lá também. Então, pode ir chegando e não faça cerimônia. A região é a mais festiva do país e gosta de receber. Viajar para Baviera é encontrar a Alemanha que você tanto sonha conhecer.

Castelo Neuschwanstei, em Füssen

Munique – A cidade mais altro-astral e festeira da Alemanha 

Showroom da BMW, Munique 
A capital da Baviera é uma cidade alegre e tem a cara de seus muitos biergartens, ou "jardins dacerveja”, traduzindo ao pé da letra, onde se vive o astral da Oktoberfest o ano inteiro. As pessoas são mais expansivas e menos o formais se comparadas aos alemães de outras partes do país, e a cidade é festeira e bem humorada. Para entrar no clima peça logo uma cerveja a caneca de um litro (a Maß) e uma típica salsicha branca (a Weisswurt). Será melhor ainda se o lugar escolhido para o brinde (aplique um sonoro “prost!”, “saúde!” traduzindo para o português) for em uma das cervejarias mais tradicionais e antiquíssimas da cidade, como a Augustiner (de 1328), a Spaten (1397), Paulaner (1634) ou a Hofbräu (1589), onde todo mundo fala alto e se abraça feito bons bêbados. Em Munique, bebe-se cerveja acima da média nacional.   
A famosa cervejaria Hofbräu, de 1589

Sul da Alemanha: Alpes da Baviera

Alpes de Berchtesgaden – a atmosfera serena e as grandes paisagens das montanhas bávaras 

Lago Königsee clicado da montanha Jener
Se a ideia é conhecer a natureza exuberante da Baviera, a boa é seguir a Berchtesgaden, uma cidade a 150 Km de Munique, encravada entre as montanhas dos Alpes Bávaros, em um dos cantinhos mais charmosos do sul da Alemanha. A cidade é pequenina, com um centro histórico simpático, com arquitetura em estilo alpino. Há muitos hotéis e resorts de montanhas nos arredores para quem quiser desestressar e curtir a tranquilidade bucólica da região. Dois a três dias, no entanto, é tempo suficiente para decorar todas as ruas da cidade e fazer os principais passeios pelo parque nacional de Berchtesgaden.

Castelos no Sul da Alemanha

Herrenchiemsee – Versalhes à moda bávara 

Palácio barroco Herrenchiemsee

Outra área marcada pelo devaneio de Ludwig II foi o lago Chiemsee, aliás o maior de todo os estado, com 80 km quadrados, chamado de o “mar da Baviera”. Em 1873, o soberano comprou a ilha Herreninsel para construir uma réplica milionária do Palácio de Versalhes. O projeto nunca foi pensado para servir como residência. Trata-se exclusivamente de uma homenagem ao absolutista francês Louis XIV, outro ídolo de Ludwig.