Sempre tive curiosidade em saber o que incentiva as pessoas a correrem 40km em pleno domingão. Água, bananas e Haribo? Se fosse prosecco eu até pensava. Flerto com coisas estranhas por um bom tempo, estudo-as como se fossem uma presa, até acabar me acostumando e me convencendo com a ideia. Foi assim nos tempos de Alemanha. Quem em sã consciência faz férias de bicicleta e sai pedalando 90km com a mala acoplada na magricela? Eu! Mas só depois de cinco anos gritando aos quatro cantos do planeta como os alemães tinham costumes estranhos. O resultado da presepada, com bicicleta quebrada e câimbras noturnas já relatei aqui. Mesmo com alguns contratempos, recuei e assumi – esses alemães sabem mesmo curtir a vida. Por isso que gosto tanto de metamorfose ambulante.
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terça-feira, 24 de abril de 2018
terça-feira, 17 de abril de 2018
Bath: 10 atrações para curtir a cidade
| Bath |
Somente a duas horinhas de trem de Londres, Bath é um ótimo refúgio de fim de semana, para escapar do burburinho da capital. Com 85 mil habitantes, essa pequena cidade é um ícone da arquitetura georgiana no Reino Unido. Além de abrigar uma das termas romanas mais bem preservadas do mundo. Adoraria desaparecer por aqui por longas semanas, com uma coleção de livros de Austen, – a moradora mais proeminente por essas bandas–, e um vale spa diário. Mas para quem só tem um curto final de semana, aqui estão as principais atrações.
terça-feira, 10 de abril de 2018
Jane Austen em Bath
Essa cidadezinha de pouco mais de 80 mil habitantes, a poucas horas de Londres, é um exemplo de arquitetura georgiana na Inglaterra e a única declarada como Patrimônio Cultural da Unesco, desde 1987. E a moradora mais proeminente por essas bandas foi ela mesmo – Jane Austen. A escritora que retratou a vida das mulheres no início do século 19, morreu sem ver nenhuma de suas obras publicadas com seu nome verdadeiro. Havia um certo preconceito à época contra escritoras do sexo feminino. Para colocar o problema de modo educado.
segunda-feira, 2 de abril de 2018
PUBs: uma instituição cultural britânica
Não há nada mais inglês que os PUBs. Acho que nem a própria rainha. Imagine um local onde você frequenta para ler o jornal, escrever, tomar uma (duas, três, dez) pints, jogar um quizz, encontrar os amigos, bater um rango, assistir esportes na TV, tomar um chá quentinho, ouvir bandas ao vivo ou até mesmo tirar um sarro da rainha. Poderia ser a sala da sua casa, não? Um PUB não é lá muito diferente, ainda mais esses de bairro. Sofás com almofadas, carpetes, prateleira de livros antigos, lareira e todo mundo conversando um com os outros. A coisa é tão séria que várias estações de metrô receberam nomes de Pubs históricos. Sem contar os estabelecimentos descritos nas obras de Dickens.
quarta-feira, 14 de março de 2018
Cinco razões para amar o metrô de Londres
Juro que não há nenhuma ironia nesse título. O tube londrino pode ser sim intragável. Pergunte para qualquer sujeito que se aventure pela Central Line em horário de pico, especialmente durante o verão. Além de exageradamente movimentado (são 1,37 bilhões de passageiros ao ano), meio milhão de ratos habitam os túneis do Underground – modo como o metrô é conhecido aqui na Inglaterra, pelo menos desde 1908. Uma voz docemente irritante de taquara rachada nos acompanha repetindo freneticamente “Mind the Gap” (cuidado com o vão entre o trem e a plataforma) como um disco riscado. Como se não bastasse, ainda é um antro de poluição. Segundo um estudo de 2002, o ar dos túneis é 73 vezes mais “sujismundo” que o da cidade em si. Um mísero rolezinho de 20 minutos pela Northern Line equivale, por exemplo, a um cigarro. Aliás, fumar no metrô foi uma prática permitida até 1987, quando um incêndio na estação King’s Cross causou a morte de 31 pessoas. O álcool, leia-se a birita subterrânea – foi abolido em 2008! E sim, apesar de sujo, poluído, lotado e irritante é a melhor forma de conhecer Londres. Veja porque:
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
De Londres ao Delta do Mekong
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Londres: Manual de Adaptação
Pisei em 2018 com a promessa de que deixaria Londres finalmente entrar no meu coraçãozinho. Em alguns meses fará um ano que mudei e ainda continuo numa relação de amor e ódio com essa capital britânica. Dá até para embaralhar os posts bem-me-quer e malmequer. Como é possível gostar e detestar tanto alguma coisa? Sentir atração e repulsa ao mesmo tempo? A maluca aqui não sou eu, mas sim essa cidade exageradamente cheia de opções e preços salgados. Isso inclui aluguéis, transportes, baladas e restaurantes.
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