terça-feira, 7 de agosto de 2012

Berlim — dez melhores programas

O que há de mais bacana para fazer em Berlim, além da lista de atrações turísticas indispensáveis? Os dez itens da lista são marcas da capital, coisas que só por lá podem ser experimentadas (com algumas exceções). 
1. Festival das Luzes 

Sempre no mês de outubro (este ano, do dia 10 ao 21), os principais pontos turísticos da capital alemã recebem projeções de luz. Com o frio do outono, é um bom estímulo para perambular pelas ruas de madrugada e checar mais uma vez o mais do mesmo berlinense: Reichstag, Fernsehturm, Brandenburger Tor, Gendarmenmarkt (foto), Berliner Dom e por aí vai!

2. Berlinale 

Vale a pena se estapear na fila da Potsdamer Platz Arkaden para conseguir nem que seja um mísero ingresso para o festival. Dá aflição olhar o telão e ver a disponibilidade de ingressos diminuindo a cada segundo, mas, com sorte, dá sempre para assistir a uma película ou outra! Peça para um amigo ficar em casa atacando a compra online ao mesmo tempo. Além das principais atrações, os pesos pesados do cinema, dá sempre para topar uma ou outra celebridade pela Potsdamer Platz (sempre sob o tapete vermelho, claro!). 

3. Passeata no dia 1 de maio em Kreuzberg

A imagem não condiz bem com o imaginário do 1 de maio berlinense, sempre marcado por muita confusão. Tá aí a primeira dica. O circo só pega fogo depois das 18h, quando é bom não largar o passaporte e tomar cuidado com os carros pegando fogo. Durante a tarde, trata-se mesmo de uma festa de rua, com barraquinha de comida, música a céu aberto e passeatas pacíficas contra todos os "ismos" do planeta! Até a criançada comparece. 

4. Carnaval das Culturas 

Também no mês de maio, o carnaval das culturas faz jus à salada de nacionalidades da capital: quase 500 mil estrageiros de 81 países diferentes. Mas a festa não é só pra gringo não. Neste ano, 700 mil pessoas compareceram para assistir o ziriguidum dos carros alegóricos, do sambão brasileiro aos delicados sininhos da Mongólia. 

5. Fussfetifisch
Quer cuidar dos pés? Vá a Fussfetifisch e deixe os dedões serem abocanhados por peixes dentro de um aquário, enquanto você observa o vai e vem no bairro de Prenzlauerberg (só podia ser por lá mesmo). Para 45 minutos de massagem é preciso desembolsar 20 euros. Se o efeito é melhor que de uma pedra pomes, só testando. E já que está no bairro cool da capital, aproveite para abocanhar um sorvete ou kebab BIO! 

6.Pedalar na pista do Tempelhof

Foi dessa pista, no bairro de Kreuzberg, que decolaram os primeiros aviões da Lufthansa em 1926. O aeroporo também teve um papel importante no abstecimento de Berlim durante o bloqueio da cidade pelos russos em 1948-49. Desativado desde 2008, o espaço é utilizado como área de lazer pelos berlinenses. Ciclistas usam o enorme espaço da pista para pedalar em alta velocidade, apostar corrida e saçaricar de patins, skates e outras engenhocas sobre rodas! 

7. Wannsee 
A 45 minutos do centro de Berlim, de S-Bahn, o lago fica na região sul da cidade, no distrito de Zehlendorf. No verão, é uma ótima pedida para dar um mergulho e bisbilhotar o tal do FKK (sigla em alemão para cultura do corpo livre). Em uma área mais discreta, as pessoas nadam e tomam sol bem à-vontade (quando não fazem ioga!). Não leve máquinas fotográficas! No inverno, desça na estação Wannsee, vá de ferry até a outra margem do lago e sente no Biergarten por lá. A vista é ótima. 

8. Museu de Fotografia do Helmut Newton 
Em um prédio atrás da estação de trem Zoologischer Garten, numa antiga edificação da era prussiana, pode-se conferir cerca de 1500 imagens do fotógrafo, todas doadas por ele mesmo antes de sua morte. Beldades semi-nuas, donas de poses eróticas e polêmicas, clicadas para capa da Playboy, Vogue, Elle e outra publicações estão expostas no museu. Entre outros objetos do acervo, câmeras e untensílios usados pelo artista. 
9. Estádio Olímpico

Construído para as olímpiadas de 1936, o estádio ganhou a famosa estrutura branca e oval para a copa do mundo em 2006. Foi aqui que Hitler, em 1 de agosto, à época, abriu os jogos olímpicos e Richard Strauss conduziu o hino da cerimônia de abertura. Mais emocionante que isso: nesse estádio o afro americano Jesse Owens levou quatro medalhas pelo atletismos e levantou o braço com o punho fechado, um símbolo do poder negro. 

10. Festa estranha com gente esquisita
A noite em Berlim é (com perdão do chavão) uma caixinha de surpesa e cheia de "cantinhos escuros". Na Bergheim, por exemplo, encontra-se tipões com máscaras de cavalo, macacão de latex vermelho, correntes e por aí va. Outra boa pedida para esquisitices são clubes como o Insomnia e o KitKat, mas não esqueça de checar a programação com festa para estrangeiros e visitantes, pois, às vezes, as coisas podem ficar bem hard core! 

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