segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Chegadas e partidas

Hoje é uma data para ressuscitar esse blog sobre estranhices, esquisitices, contradições e peculiaridades da vida. Faz anos que não escrevo, nesse vai-e-vem entre países, conferências, pesquisa e artigos. Essa tarde, percebi que meus últimos posts foram escritos durante a quarentena, quando ainda fantasiava poder sair, viajar, colocar uma mochila nas costas. Um terapeuta perguntaria, “você realmente quer o que deseja”? Nunca saberemos. Minha versão de 2021 queria voar e explorar o mundo. Em 2024, gostaria de conseguir passar pelo menos dez dias numa mesma cidade. Esse ano me levou para o Japão, EUA, Austrália, Nova Zelandia, Portugal, Eslovênia, terminará na Irlanda e, por fim, no Brasil. As idas entre Alemanha e Dinamarca eu já desconsidero. Vida é movimento, ciclos. Tenho medo de parar. Medo ou quem sabe culpa. Hoje, nessa mesma data, 10 de novembro, perdi um primo em um acidente de carro, aos 22 anos. Depois dele, ainda vieram muitas outras perdas, menos traumáticas, mas nem por isso menos doloridas. Assim, sinto-me em dívida com os que se foram. Preciso viver por eles, por mim, ver, conhecer e experimentar o que eles já não podem mais. Como desperdiçar a vida que me foi poupada? Jamais. 

Eu tinha uma aposta com esse meu primo. A gente fazia piada. Quem fosse ‘premiado’ (na verdade, dizíamos “quem se lascasse primeiro”) teria que pagar uma paella com sangria para o outro. Esse “se dar mal” era a visão de dois adolescentes ou jovens adultos sobre virar pai ou mãe. Riamos e tínhamos convicção de que ganharíamos um do outro. Infelizmente venci a aposta. Ganhei por “W.O” porque ele “walked away” desse mundo miserável. Os primos mais novos assumiram a aposta na tentativa de dar continuidade as besteiras que trazem leveza a vida. 

Acredito que essa perda tenha mudado muito a família. Trouxe a percepção de que a vida é efêmera, curta, inesperada. Meu primo viajou para uma pescaria tranquila, pacata e sem retorno. Qualquer sonho, ideia, projeto que tínhamos – mesmo que se vistos como não muito normativos – nunca foram boicotados. Ninguém nos empurrou qualquer cartilha chata como terminar faculdade, casar, trabalhar em banco com carteira assinada, pagar aposentadoria ou frequentar igreja aos domingos. Todos nós saímos do país por anos, sem pais, mães ou avós fazerem drama ou chantagem emocional. Muito pelo contrário. Anos se passaram. Cada um superou esse baque a sua maneira. Vida segue, vida é movimento. 

Fui pescar na Noruega pela primeira vez e descobri como pode ser legal. Fiz as pazes com a atividade que até então me parecia traiçoeira. Ressignifiquei. E eis que nesse ciclo de movimentos inusitados de 2024, mais de vinte anos depois da minha primeira vitória por W.O, o irmão caçula do meu primo foi premiado e descobriu que seria pai. Não vou contar aqui a epopeia do querido casal até eles decidirem anunciar a gravidez para não expor a intimidade alheia. O processo rendeu boas risadas. E bons vinhos também. Fato é, o pequeno deveria se chamar MacGyver. Como nascerá na Irlanda, acho que os pais acharam queima filme. A razão da minha paella na faixa, com sangria, vinho e sobremesa, vai se chamar Gregório. Carinhosamente já apelidado de Greg. A aposta foi paga em Algarve, Portugal, última vez que vi o casal curtindo a vida antes de embalarem nos cantos gregorianos da madrugada. A data prevista para a chegada desse mais novo integrante seria 09 de novembro. 

Fiquei empolgadíssima. Teria um sobrinho que nasceria na data da queda do muro de Berlim. Fim da Guerra Fria. Fim da Cortina de Ferro. Sempre penso como teria morado tantos anos da minha vida na Alemanha oriental, feito mestrado, doutorado, pós-doutorado se não fosse o 09 de novembro. Liberdade. Fiquei com isso em mente. 09 de novembro de 2024. Voei de Copenhagen para Berlim. Foi uma semana puxada pra mim profissionalmente. Muitas incertezas. Uma semana conturbada também em termos geopolíticos. Aquele clima de liberdade há 35 anos estava bem diferente. Trump ganhou as eleições nos Estados Unidos. A coalizão do governo alemão se desfez quando o chanceler social democrata Scholz  (SPD) despediu Lindner, o ministro liberal das finanças (FDP). Comprei o Berliner Zeitung  que reportava sobre as comemorações do muro e a revista der Spiegel para ler sobre a crise no Bundesregierung. A guerra na Ucrânia continua e a disputa Hamas e Israel ainda assombra o Oriente Médio. Que mundo para se chegar. 

09 de novembro. Gregório já estava sendo espremido mundo afora. Mas ele não chegou dia 09. Após 40 horas de parto, Gred veio ao mundo no dia 10 de novembro, na mesma data em que seu tio deixou esse mundo. Pra mim é tão difícil escrever ‘tio’ porque hoje, quase aos 42 anos, quando vejo as fotos daquele meu primo mais velho pouco antes do acidente, enxergo uma criança. Greg também nos trouxe liberdade. Veio chutando à marretadas esse muro de tristezas que rondava a família. Já nasceu nos mostrando como sustentar as contradições dessa vida. Penso nos avós (meus tios) e no pai (meu primo) que perderam um filho e um irmão na mesmíssima data que ganharam filho e neto. Vida louca, mundo louco. Bem vindo Gregório! Que sua vida seja intensa, bonita e cheia de peculiares contradições. Viva como se não houvesse amanhã! 


3 comentários:

JULIA TAVARES DE AZEVEDO disse...

Eu ainda me lembro quando eu descobri que você estava fazendo iniciação científica. Foi naquele dia, que você estava comemorando, que o Lula tinha reajustado as bolsas de iniciação científica. Eu nem sabia direito o que era iniciação científica, eu só sabia que era algo, que tinha que fazer e tinha que ter CR 7. Quando eu descobri o que era iniciação científica, eu notei que você apenas foi legal comigo no primeiro semestre, porque calouro não pode trancar as disciplinas, então você tinha que ser legal comigo ou ficar reprovada. No segundo semestre em diante, você não precisava mais de mim, então você mostrou quem você é de verdade. Você não passa de uma egoísta, que só pensa em si mesma.

Você passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath. Me abandonou em orgânica 1. Agora você está fazendo iniciação científica com bolsa, graças ao CR 7, que você conseguiu graças à cola.

Você ainda é professora particular. Será que você ensina os seus alunos a colarem na prova também?

Você ainda vai se casar com um homem. Será que o seu noivo sabe quem você é de verdade?

Você quer saber qual é o meu problema. O meu problema é que você destruiu a minha vida, quando você me abandonou em orgânica 1.

Assim que eu descobri que você fazia parte do projeto de extensão Princípios Ativos - uma Abordagem de Ensino Pesquisa e Extensão. Eu mandei um e-mail para eles contando quem você é de verdade e pedindo que você fosse expulsa do projeto de extensão. Infelizmente, o meu e-mail foi ignorado. Eu achei o perfil no Instagram, que você criou só para o projeto de extensão:

https://www.instagram.com/p/DaHQQNcsFGD/

 

Eu adoraria ir para a cadeia. Na cadeia, eles vão me aceitar, na cadeia tem espaço para mim. Na UFRJ não tem espaço para mim. Na UFRJ, só tem espaço para gente rica, que cola na prova e puxa o saco dos outros igual a você.

Depois que o seu amigo Guilherme de Sousa Barbosa veio ameaçar me bater ano passado mesmo sem eu ter feito nada contra ele. Você foi fazer queixinha sobre mim na coordenação da farmácia. Por causa dessa queixa. Algum FDP da coordenação da farmácia vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa, que nem me conhece, que nunca fez uma disciplina junto comigo, que já concluiu o curso de farmácia e que nem mora mais no Brasil.

Parabéns, você destruiu a minha vida.

Já que você foi fazer uma denuncia sobre mim na coordenação da farmácia. Eu resolvi fazer o mesmo com você. Eu já enviei um e-mail com uma denuncia sobre você para Farmoquímica. Eu contei as coisas erradas que você faz na faculdade e pedi que você fosse demitida do seu estágio na Farmoquímica.

Se esse FDP da coordenação da farmácia morasse aqui na minha rua. Os traficantes já teriam mandado ele subir até a boca de rua, que fica na parte de cima da minha rua. Os traficantes não gostam nada de gente, que faz as coisas para sacanear os outros. Em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.

A vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta a morte. Eu não vou perder a minha bolsa.

JESSICA MEL DA SILVA FARIA disse...

Eu ainda me lembro que há 3 anos atrás, você se juntou a Gabriela Santana Andrade para ficar me humilhando no grupo do Whatsapp de analítica 1 por você estar fazendo iniciação científica e eu não. Eu estava doente naquele dia, o que você fez comigo, não se faz nem com um bicho. Eu ainda me lembro que eu perguntei por que ninguém estava me defendendo, você falou que eu estava no fundão e a faculdade de direito ficava lá no centro, ou seja, com você faz farmácia e não direito, você não precisava me defender da humilhação, você agora fica agindo com se você não tivesse feito nada de errado, eu acho que ser psicopata é pré-requisito para se fazer iniciação científica. Você fez IC na área de imunologia e ainda queria me convencer que eu tirei nota baixa em micro e imuno por falta de estudo, eu não tirei nota baixa na disciplina de imunologia, por falta de estudo, eu tirei nota baixa, porque o professor cobrou na prova matéria que ele não ensinou. Você tirou nota alta, porque fez IC na área de imunologia. 

Eu me lembro que há três anos atrás, quando a Gabriela Silva Melo dos Reis foi reclamar de mim no grupo de analítica 1, você mandou ela registrar um boletim de ocorrência contra mim, só para ficar registrado. Porque você mesma não registra um boletim de ocorrência contra mim?

Vai numa delegacia de polícia e fala que há 3 anos atrás, você se aproveitou de um momento de fragilidade minha, para ficar me humilhando por causa de iniciação científica, eu adoraria ver você agindo de forma honesta, pelo menos uma vez na vida.

Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram e no Linkedin:

https://www.instagram.com/jessicamel.faria/

 

https://br.linkedin.com/in/j%C3%A9ssica-mel-da-silva-faria-2834921b0

 

Agora você vai se formar como farmacêutica como se nada tivesse acontecido, você representa o que a UFRJ tem de pior. Eu sei que o seu orientador de TCC se chama Luis Phillipe Nagem Lopes, o Luis é professor substituto da faculdade de farmácia da UFRJ, que é o mesmo orientador de TCC do Jakson Barros Bonfim, O Jakson foi psicopata que também ficou me humilhando em analítica 1. O titulo do Trabalho de conclusão do curso do Jakson Barros Bonfim é Sistematização de casos clínicos do HUCFF e desenvolvimento de website como ferramenta pedagógica: um relato de experiência.

Eu já mandei um e-mail para o seu orientador de TCC, te denunciando e denunciando o Jakson pelo o que vocês fizeram comigo. Eu estou esperando o Luis tomar as medidas cabíveis contra você. Se você não acredita em mim, pergunte ao Luis, se ele não recebeu um e-mail de denúncia.

Eu nunca vou esquecer o que você fez comigo.

Você também é amiga de Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova. Que uma vez eu ouvi a Beatriz falando que tinha escondido a cola da professora.

A Beatriz falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de orgânica 1 e só conseguiu passar em orgânica 1 com a Lages, agora a Beatriz está falando bem da Lages.

A Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:

https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763

 

É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico.

Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa me matar, o Guilherme de Sousa Barbosa ano passado ameaçou me bater na faculdade, mesmo sem eu ter feito nada contra ele. Manda ele vir na boca de fumo que tem em cima da minha rua mandar o traficante me matar. Aqui na minha rua funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.

Garanto que eu não vou fazer nenhuma falta, a vida é boa para quem faz iniciação científica e para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.

Ana Carolina Vieira Metello disse...

Eu nunca recebi um e-mail para ser monitor de metodologia científica, eu nem sabia que existia monitoria de metodologia científica, aí chega você e vira monitora de uma disciplina que você só conseguiu vaga como monitora graças à cola, graças ao Photomath. Para ser monitora de uma disciplina na faculdade tem que ter pelo menos CR 6.

Você ainda fala que nunca me fez nada, você só me fez mal, por sua culpa, eu tive que fazer 3 vezes orgânica 1 sem necessidade, por sua culpa, eu estou com a minha graduação toda atrasada.

Eu ainda me lembro quando eu descobri que você estava fazendo iniciação científica com bolsa no instituto de bioquímica médica da UFRJ, como professor Michael de bioquímica 2.

Quer dizer, colou a beça durante o EAD usando o Photomath, está fazendo iniciação científica com bolsa e agora vai se formar como farmacêutica graças à cola.

Você não foi às aulas de biotecnologia farmacêutica e ainda pediu outra pessoa para assinar a lista de chamada no seu lugar.

Você ainda fez estágio em farmácia hospitalar no IPPMG. Você ainda fez o exame nacional de residência (ENARE). Será que o pessoal desses lugares sabe, que você passou colando na prova usando o Photomath?

O pior é que você é bonita, o que você tem de bonita, você tem de malvada. Você ainda namora com um homem, será que o seu namorado, sabe que você passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath?

Por causa da sua queixinha que você foi fazer na coordenação da farmácia junto com o Gabriel Vasconcelos de Lucena, a Camilly Enes Trindade, a Ana Clara Gomes de Oliveira, a Bruna Coelho de Almeida, a Giulia Amarante de Almeida Mussi da Silva, a Leticia de Sousa Albuquerque, o Nathan Genovez Dias de Fonseca e o Vinicius Gomes Gadini e a Julia Tavares de Azevedo, algum FDP da coordenação da farmácia vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa que nem me conhece, que já concluiu o curso de farmácia e que nem mora mais no Brasil.

Um funcionário público da coordenação da farmácia da UFRJ abusou do poder que tinha para vazar as minhas informações pessoais e sigilosas para uma pessoa estranha. Eu já até sei o nome desse FDP, mas como eu não tenho como provar, que ele fez isso comigo, eu não posso falar o nome dele. Quer dizer, eu faço a vontade da coordenação da farmácia da UFRJ e tenho as minhas informações pessoais vazadas.

Pode mandar o seu amigo, o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou, mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar. Aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.