quarta-feira, 15 de julho de 2015

O que fazer em Londres

Top Ten experiências na capital britânica 

Como toda metrópole que mereça tal título, a capital inglesa oferece uma avalanche de pontos turísticos, exposições, restaurantes, baladas, bares e botecos. E, claro, que cada um tem sua lista favorita das coisas mais bacanudas para ticar no roteiro. Afinal, gosto não se discute, certo? Mas a lista aqui é mais em relação às experiências do que necessariamente de pontos turísticos. Sabe aquele momento que já riscamos todas as obrigações e então podemos finalmente flanar despreocupadamente pela cidade? O único inconveniente são os preços salgados, em valiosas libras. A capital esfola como uma menina mimada da realeza ou como uma escort tentando tirar suas calças (metaforicamente, claro!).

1. Assistir uma peça no Shakespeare´s Globe

Não tem como negar que se trata de um local turístico, mas que foi projetado com deveras semelhança ao original. Com uma arena a céu aberto, erguida sem um mísero parafuso, tem local melhor para apreciar uma peça shakespeariana? O vaivém do tráfico aéreo atrapalha um pouco, mas nada comparado ao sotaque charmosérrimo de batata quente na boca dos ingleses. E como não dá para pedir aos britânicos que adaptem os textos para os ouvidos estrangeiro (assassinar a rainha deve ser uma heresia menor), prepare-se para encarar a língua arcaica, recheada de termos esquisitos! Os ingressos para a “pista” do anfiteatro, onde se assiste ao espetáculo em pé, custam 5 euros. Mas pense bem porque, em geral, são quase 3 horas de apresentação. Em “Measure for Measure” a interação dos atores em meio ao público em pé foi bem legal. Quem estava sentadinho perdeu!

2. Degustar o chá das cinco! 

Parece meio burguês, mas não dá para voltar para casa sem ter perdido umas boas três horas papeando, beliscando guloseimas e enchendo a barriga de Earl Grey, Darjeeling ou Assam. Esqueça a imagem do mimadão “Alfreeddddo”, da propaganda da Tangue, ou o dedinho suspenso para o ar, segurando a xícara meio à la Caco Antibes, e entre no clima. Em geral, uma torre de três andares com mini-sanduíches, pâtisseries e bolos são posicionadas no centro da mesa. O Richaux, de 1909, na região do Piccadilly, não desaponta. Quem quiser levar os famosos chás na mala, a loja Whittard (há uma na Oxford Street) tem o delicioso “Spice Imperial”, com notas de canela, baunilha, especiarias e pimenta. 

3. Bebericar em Pubs e saborear as tortinhas inglesas. 

Para quem se sentiu na Câmara dos Lords (House of the Lords) tomando o chá das cinco, é hora de partir para a Câmara dos Comuns (House of the Commons) e debater os assuntos do dia acompanhado de uma gelada. O PUB The Anchor oferece a tradicional Pale Ale 1730 e de quebra ainda prepara deliciosas tortas inglesas. Recheadas com frango, carne ou porco, elas são servidas sobre purê de batata ou fritas, além de legumes no vapor. Há quem vá dos tradicionais Fish & Chips, mas essa fritada de peixe com batata só rouba espaço das próximas pints que estão por vir. Outra boa pedida para degustar cervejas inglesas é a The London Beer House. Apesar das diversas IPA, que para o meu gosto é doce pra danar, há boas opções de bocks e ales.  

4. Perambular e empanturrar-se no Borough Market

Pela oferta de pratos oferecida nesse mercadão, dá para perceber a influência estrangeira na capital. De paella, trufas, tortas, tortilhas, queijos diversos, azeitonas e especiarias, é possível experimentar e levar de tudo um pouco. O quiosque verde de hambúrguer caseiro (em São Paulo provavelmente rotulado de gourmet), elaborado com as mais diversas carnes, tem uma senhora fila na hora do almoço. No quarteirão do mercado, pubs (com a peculiar degustação de cervejas + ostras) e lojas de bebida finalizam os prazeres da mesa. Como os vinhos ingleses não tem lá essa fama, a boa é mesmo perambular pelas prateleiras de whiskies. E como a Escócia disse não ao referendo, nada mudou na oferta dos scotch. Brincadeiras à parte :), há também muitas outras opções como os irish, bourbon e até mesmo os japoneses! E como sou uma pessoinha consumista, inseri na coleção um single malt da Bowmore (White Sands, 17 anos). 

5. Provar as receitas do Jamie Oliver 

Só para constar, não se trata de nenhum estrelaço do Michelin, mas o Oliver realmente nunca se vendeu como gourmet. Pelo contrário, cativou seu público com receitas práticas, rápidas e gostosas. E como se trata do chefe badaladinho, moleque queridão da TV, por que não conferir o Jamie´s Italian? Afinal, as receitas executadas pela sua equipe devem ficar mais saborosas que as minhas desastradas tentativas! E embora ele tenha inaugurado uma filial em São Paulo, uma vez em Londres... Comida boa, atendimento impecável e garçons escolhidos a dedo. Todos jovens, estilo londrino meio hipster comportado, com um quê descoladinho. Mais sedutor que isso só o risoto de trufas negras com um teco de gorgonzola derretendo com o calor do prato! Hum....

6. Saçaricar pelo Soho 

Ressacados de óculos escuros tomam café nas mesinhas do lado de fora, enquanto turistas transitam pelas lojas cools do bairro. Aliás, mesmo que todo mundo associe o Soho com as baladas cabarets, festas undergrounds e casas noturnas, vale a pena um passeio durante a tarde também. Mesmo que antes da esbornia. Lojas de quadrinhos (descobri o incrível “Kiki de Montparnasse”, do Catel & Bocquet – é, meio mau esse nome), livrarias, brechós e confecções diferentonas, além de uma imensidão de sex-shops completam o cenário. A gama é tão vasta que há desde boutiques do sexo até aquelas lojas decadentes com cinema pra tiozão tarado. E em relação às compras, melhor deixar para lá! Rs! De noite, cheque a programação do Ronnie Scott´s, conhecidos como uma das melhores casas de jazz londrina, em funcionamento desde 1959. Diz a lenda que até Ella Fitzgerald já deu umas palhinhas por lá. Há em média três apresentações por noite. 

7. Apreciar as taças de vinho no Gordon´s Wine Bar 

Indicada por um amigo que morou na capital, esse é um dos meus locais favoritos. Uma taberna úmida, mas refrescante no verão, quase insalubre, iluminada por velas e abarrotada! Gaste todo seu ISO 400 e abra o diafragma da câmera para conseguir fotografar esse ambiente! A casa trabalha com vinhos em taças e garrafas. Como o clima é informal não há um sommelier, mas a equipe, composta por alguns italianos, dá boas dicas de degustação. Há também uma estação com comidas, onde se paga por uma mistura e a salada é à vontade. O salmão é sempre delicioso. Quem ficar por mais de uma hora, verá a garçonete trocando as velas de todas as mesas do fundo, onde não chega iluminação elétrica. 

8. Assistir algum musical no Picadilly 

Ao circular nestas redondezas, saltam aos olhos os cartazes multicoloridos dos principais musicais, que fizeram carreira ao longo dos anos. Entre eles estão em cartaz clássicos como os Les Misérables, Fantasma da Ópera e Miss Saigon. Embora haja ainda diversas outras obras pipocando nos teatros da área, que podem ser escolhidas espontaneamente. Não longe dali, nada como jantar depois do espetáculo na Chinatown. Quando todos os restaurantes da redondeza estão fechando as portas, há sempre algum chinês ainda a todo vapor. 

9. Aproveitar os espaços públicos

Enquanto o tempo estiver a seu favor (e mesmo no verão as chuvas não dão folga), aproveite para perambular sem rumo às margens do Tamisa, no South Bank. Ou deitar-se na grama na hora do almoço com os locais nos jardins da catedral St. Paul. Ali, estudantes, pedintes e executivos se apinham no mesmo local junto ao sol. Uma boa leitura para acompanhar o momento vespertino e aderir à onda comemorativa britânica é a obra de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, que completa 150 anos agora em 2015. A cidade está toda enfeitada com a temática da narrativa e edições comemorativas, ilustradas e lindíssimas, estão à venda nas principais livrarias, a exemplo da Foyle´s. Se o tempo fechar, faça o Tate Modern, do outro lado da ponte, seu espaço público. Além de gratuito, o museu ainda abriga obras modernetes e público descolado. 

10. Mergulhar na parafernália real 

É mesmo um baita de um clichê, mas conferir a massa se estapeando por um lugar privilegiado durante a troca de guardas é bastante interessante. Faça chuva ou faça sol, o ritual se repete todos os dias por volta das 11h30, no Palácio de Buckingham. Uma pena que a visita aos apartamentos,  jardins e galerias reais só pode ser agendada em algumas datas especificas no verão. E toda a pompa real continua até no Parlamento, no Hall Westminster. O espaço não só foi usado para coroações, como também, ao longo do século 20, abrigou o velório de monarcas e de Churchill. Resquícios dos passos da realeza ainda estão presentes na catedral Westminster, onde está enterrada a Elizabeth I. Além de inúmeras coroações (inclusive da rainha Elizabeth II), foi aqui também que o príncipe William casou com Catherine Middleton em 2011. 

Para ver um vídeo com imagens da capital clique aqui

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