terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Auschwitz — 70 anos de libertação dos sobreviventes: exposição e web documentário de Martin Blume

Martin Blume
Admito que não esperava começar o primeiro post de 2015 com um assunto tão caroço. Voltei das férias no Brasil cheia de ideias, mas com um monte de coisas para fazer e só fui deixando-as anotadinhas no meu novo moleskine. Então me dei conta que hoje celebra-se — ou melhor relembra-se — os 70 anos de libertação dos sobreviventes do campo de concentração em Aschwitz, na Polônia. Já fiz relatos e uma galeria de imagens sobre uma visita ao antigo campo de concentração, hoje um memorial próximo à Cracóvia. Quem se interessar é só clicar aqui para texto e galeria de imagens 
Martin Blume
E em memória aos 70 anos de libertação, a Bundeszentrale für Politische Bildung (uma central federal para a educação política na Alemanha), em parceria com o memorial Birkenau, preparou um projeto fotográfico multimídia chamado de “Auschwitz Hoje”. Algumas das imagens estão aqui no post! Trata-se de uma exposição clicadas por Martin Blume, que começa hoje em Berlim e deve passar pela França, EUA e Leste Europeu. A coletânea do trabalho também virou livro (7 euros) com ensaios em inglês, alemão e polonês. Mas para quem não se encontra no Velho Mundo, já está sendo exibido, na internet, um pequeno documentário fotográfico com o trabalho de Blume.
                                                                                                                 Martin Blume
O fotógrafo explica sua motivação e estilo das imagens. “O indizível, o inefável, o que não conseguimos por para fora, precisa ser expressado”, diz ele. “O desfocado oferece a possibilidade de uma projeção própria, para que cada um encontre sua própria linguagem interior”. A maioria do trabalho foi feito durante o inverno. Para o artista, quanto mais ele tremesse de frio, mais autêntico seria o resultado da obra. Quanto mais gélido o tempo, melhor para o conteúdo, segundo Blume. “É como se a gente tentasse fazer uma imagem de como foi, mas na realidade não dá sequer para imaginar”.
Martin Blume

Um comentário:

Kellen disse...

Um pouco de cultura sempre vai muito bem. Seu texto por ser simples passou bem o recado. Gostei muito.
Parabéns pelo texto.

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