quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Norte da Alemanha. Descubra Lübeck, a capital do Marzipã

Portão Holstentor, Lübeck
Esta pequena urbe ao Norte de Hamburgo, antigo centro da liga hanseática, é uma baita excursão. Casinhas de tijolos avermelhados, igrejas medievais e o rio Trave dão o charme ao passeio. E não é só isso. Uma das principais produtoras de marzipã do país tem sede aqui, a famosa confeitaria Niederegger. Mas Lübeck não é só a cidade do doce de amêndoa. Viveram por aqui ainda dois pesos pesados da literatura alemã: Thomas Mann e Günter Grass (ambos Nobel de literatura em 1929 e 1999). Outro filho de Lübeck é o Nobel da paz Willy Brandt, ex-prefeito de Berlim e criador da nova política do Leste durante os tempos de Guerra Fria. Cinco motivos que valem a visita:


1. O Portão Holstentor e as docas de sal

Docas de Sal à beira do rio Trave
Quem chega à Lübeck pela estação principal de trem (40 minutos de Hamburgo) será recepcionado por este portão (foto do abre), construído em 1464 para proteger a cidade e seus bens ganhos com o comércio marítimo. A frase em latim “Concordia Domi Foris Pax” (harmonia interior e paz exterior) está cravada na estrutura. Embaixo dos arcos, pintores vendem suas obras aos forasteiros que seguem rumo ao centro. Trata-se mesmo, com o perdão do chavão, do cartão-postal da cidade. À direita do portão, belos armazéns de tijolinhos vermelhos, à beira do rio, serviam para armazenar o sal que chegava à Lübeck antes de ser enviados à Escandinávia. Hoje, uma série de lojinhas ocupam o espaço. 


2. Passeio de Barco pelo porto


Lübeck from Regina Cazzamatta on Vimeo.
Deslumbrar as torres esverdeadas e a arquitetura típica do norte da Alemanha pelo rio é uma experiência e tanto. A embarcação passará pelo porto principal (nem tão belo assim), onde estão atracados diversos barcos com função de teatro, restaurante ou balada. Além da estrela da cidade, a Lisa de Lübeck – uma caravela que de tempos em tempos ainda zarpa para o norte. Pelos canais, à beira de parques, a atmosfera fica mais idílica. Alguns correm à beira do Trave, enquanto outros leem à borda de sua lanchas. Quer ter uma ideia do percurso?  Clica aqui no vídeo.
Arquitetura às margens do rio Trave

3. As igrejas góticas de tijolinhos

Sinos que despencaram com bombardeios da II Guerra Mundial, na igreja Marienkirche
O centro histórico têm quatro igrejas importantes, dignas de visita. A Petrikirche é tipicamente protestante e bem simples. Mas, o imperdível dela é a torre panorâmica, com vistas incríveis para Lübeck entre as águas. E mais: tem elevador! Já a Marienkirche (a terceira maior da Alemanha) marca a paisagem com suas torres gêmeas e esverdeadas. Seu interior é coloridíssimo, cheio de vitrais. Um dos principais destaques são os sinos estatelados no chão. Isso mesmo. Durantes os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, eles despencaram da torre, demoliram o piso e desde então permaneceram por lá como memorial. No interior do templo, há ainda um relógio solar e vitrais que mostram a curiosa dança da morte. Antes de entrar, faça uma foto com o diabo do lado de fora! Diz a lenda que o demo ajudou a construir o templo, acreditando que a construção abrigaria uma casa de vinhos! Por fim, a catedral de Lübeck é a mais antiga da cidade, de 1173, e a Katharinenkirche exibe a “Ressureição de Lazaro”, de Tintoretto.
O diabo que deu uma força na construção da Marienkirche 

4. Uma viagem literária. 

Antiga moradia do escritor alemão Thomas Mann
Ninguém sabe se é o clima chuvoso ou o excesso de marzipã. Mas que Lübeck produz escritores de primeira, isso é inegável. A casa em que Thomas Mann nasceu em 1875 é atualmente um museu. Você aprenderá tudo sobre a vida do gênio de frases enormes e enroladas como jiboia. A origem da família (sua mãe era brasileira), o desenvolvimento literário do escritor, as negociações sobre publicação com a editora Fischer até a emigração para fugir do nazismo. Como os cômodos da casa teriam influenciado trechos da obras de Mann, há nos móveis menção às páginas em que o ambiente é detalhado. Baita viagem pelas letras. Aliás, o museu se chama “Buddenbrookhaus”, em alusão a obra homônima que deu o Nobel ao literato. O romance conta a decadência de uma família burguesa de Lübeck e também descreve vários pontos da cidade. Outra parada essencial para os amantes da literatura é a casa Günter Grass. O autor cresceu nos arredores e também possui uma exibição sobre vida, obra, textos e outro trabalhos artísticos.
Fachada do Museu Günter Grass

5. Planeta Marzipã

Interior do Café Niederegger, no centrinho de Lübeck
Na pracinha do mercado, onde está a prefeitura gótica de Lübeck, está o café Niederegger. A marca é encontrada em diversos supermercados da Alemanha, mas nada como estar no centro de produção e no café dos caras. Pensa nas tortas mais bonitas e saborosas, todas com um toque de marzipã? Então. Atrás do café, uma mega loja (que também serve quitutes e chás) vende tudo feito de marzipã. Inclusive o portão Holstentor, o ícone da urbe. É um mundo de bonecos, bichinhos, utensílios, embalagens e fitinhas coloridas para adoçar o fim de semana! Uma excelente pedida para deixar carteira leve e barriga cheia.
Olha a perdição das tortas de Marzipã

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