sábado, 15 de junho de 2013

A Festa na Krämerbrücke


     Hoje uma porção de pessoas em Erfurt resolveu saçaricar pela cidade em seus trajes medievais. O cenário também estava um pouco diferente do habitual, cheio de barracas de madeira, utensílios de ferro, cerâmica, além de artesanatos e uma multidão de visitantes. Desde 1975, em junho, a cidade abriga por três dias a Krämerbrückfest. No ano passado, cerca de 150 mil pessoas marcaram presença nas estreitas ruas em torno do rio, muitas vestidas à caráter, tomando cerveja em copos de barro! Nem todo mundo gosta de brincar de Games of Thrones, por isso tem também músicos, artistas vestidos de borboletas verdes e até mesmo alemães brincando de índio (ou Adão- Adão). Olha só a foto...



     
Antes de mais nada, Krämerbrücke quem? Krämerbrücke é uma ponte, a mais longa na Europa com casas habitadas (120 metros de comprimento). Hoje há 32 casas, com ateliês no primeiro andar. Como nos disse um guia turístico, pra poder ter a casa, não é só abrir uma lojinha. O artesão tem que morar lá também. Justo! Mal dá para perceber que estamos sobre uma ponte. Pra visualizar a construção sobre o rio, melhor coisa é subir na torre da igreja.

      Andar pela estreita ponte de paralelepípedo é um muss para todo turista,  mas durante a festa fica ainda mais legal. Praticamente todas as casas ficam abertas. A tranqüilidade desaparece, as poucas mesinhas coloridas nas mini-calçadas ficam disputadíssimas e os armazéns, adegas e lojas levam o balcão para o lado de fora. A pequena manufatura de chocolate Goldhelm, a melhor da região, coloca todos os seus pralines (bombons) à mostra. Um euro por pedacinho, que vale cada centavo. Durante a festa, por causa do agito, é impossível pedir o famoso chocolate quente.


      Mas o melhor da festa é o pão caseiro da parte medieval. O nome é horrendo, Sauerteigbrot. Sempre achei tudo que tem sauer no nome ruim, mas essa receita é uma exceção. A massa é azeda (eu não entendo muito de culinária, mas é o que diz o nome). Já me explicaram como se prepara a massa, mas é meio complexo. Melhor deixar pra lá. O esquema mesmo é comer. Quentinho, saindo do forno, cheio de queijo derretido. Com um creme levinho por cima. As melhores versões são a vegetariana e de champignon, mas não é sempre que tem. Guloseima e bebidas é o que não falta.
      
Vou pensar se adquiro um vestido desses (aí embaixo) para ir na festa o ano que vem! Afinal, ainda é melhor que a tanga dos convidados aí de cima, não?



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